A nova versão da  norma ABNT NBR 15012:2013 – Rochas para revestimentos de edificações – Terminologia será lançada no dia 13 de setembro (sexta-feira), no Hotel Senac Ilha do Boi, em Vitória (ES). A escolha do local não acontece por acaso. O Espírito Santo é o maior polo produtor e exportador de rochas ornamentais do Brasil, com vendas externas que superam R$ 1 bilhão.
               Publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) no dia 2 de setembro, a ABNT NBR 15012:2013 define os termos referentes à geologia dos materiais rochosos, destacando os principais tipos petrográficos, suas texturas e estruturas. De acordo com o coordenador da Comissão de Estudo Especial de Rochas Ornamentais (ABNT/CEE-187),  Carlos Rubens Alencar, esta norma é o passo inicial para a estruturação de um arcabouço mais completo e sintonizado com as necessidades dos produtores em suas relações com os demais mercados.
              “Este setor tem forte perspectiva exportadora e como tal necessita estar em sinergia com os conceitos dos principais mercados mundiais. O Brasil já há alguns anos frequenta o Top 10 e, com a evolução tecnológica do seu parque industrial e as adequações de normas, muito em breve poderá alcançar e manter-se no Top 5”, declara Alencar.
O coordenador informa que no primeiro momento a revisão buscou a melhor adequação das definições, além de estabelecer o substrato para a atualização das outras três normas do acervo. Mas ele projeta a criação de outros documentos para atender a demandas da construção civil, que vem incorporando novas normas, como é o caso da ABNT NBR 15575:2003, que trata do desempenho de edificações.
O Brasil começou a marcar presença forte no mercado de rochas ornamentais a partir do final da década de 1950, logo depois da descoberta do mármore de Cachoeiro de Itapemirim (ES). O crescimento que o setor registrou depois é atribuído por Alencar ao avanço da tecnologia, que permitiu o beneficiamento de rochas mais duras. “No final dos anos 1980, o Brasil exportava 50 milhões de dólares, em sua quase totalidade de material bruto, em blocos. Hoje, 74% correspondem a material industrializado, sobretudo chapas polidas”, ele destaca.
A tecnologia continua beneficiando os produtores, com a utilização de equipamentos de teares multifios diamantados, que elevaram substancialmente a competitividade do setor.  Alencar exemplifica: ”Até três, quatro anos atrás, precisávamos de 60 a 80 para serrar um bloco, agora ele é serrado em quatro a cinco horas e num processo com alta sustentabilidade”.
Alencar comenta que quando o setor percebeu que contava com um reduzido arcabouço de normalização, foi surpreendido com o projeto ABNTRochas, uma parceria que envolve a própria ABNT, o Instituto Nacional de Normalização, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o Instituto de Radioproteção e Dosimetria (IRD) e o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e que foi responsável pela realização do “Diagnóstico do setor de apoio e avaliação da conformidade das rochas ornamentais no Brasil”. O passo seguinte foi a criação da ABNT/CEE -187, que, por meio da revisão de normas e elaboração de outras, garantirá o suporte para que o setor de rochas ornamentais continue evoluindo.
 
Serviço: Lançamento da ABNT NBR 15012:2013
Data: 13 de setembro
Horário: das 10h às 12h
Local: Hotel Senac Ilha do Boi (Rua Bráulio Macedo, 417, Ilha do Boi, Vitória –ES)
Para informações e inscrições: marketing@abnt.org.br
 
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