Decorrente da crise hídrica na região Sudeste em 2015 e na região Centro Oeste em 2017, o tema conservação de água em edificações voltou à tona nos noticiários e fortemente na elaboração de legislações que tornam obrigatórios dispositivos para redução do consumo de água potável e o reuso de água em edificações. Especialistas têm alertado pela falta de conhecimento com relação ao tema, como por exemplo, às vezes, tratando de reuso, o que corretamente seria o uso de fontes alternativas de água não potável. “Algumas empresas, profissionais e usuários têm utilizado fontes alternativas sem embasamento técnico podendo ocorrer equívocos, bem como adotado práticas de redução de consumo sem se atentar pelos resultados obtidos”, afirma Lilian Sarrouf, coordenadora da Comissão de Estudo de Conservação de Água em edificações (CE 002:146.004), instalada em dezembro de 2016, e que está no âmbito do Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002).

Segundo Lilian, a indústria nacional tem avançado com relação à oferta de produtos que possam atender às demandas por soluções de redução de consumo. O setor tem debatido o tema, nas reuniões de revisão da norma ABNT NBR 5626 -  Instalação predial de água fria. Também outros envolvidos têm se manifestado a favor da normalização, entre eles universidades e concessionárias de serviços de saneamento.

A Comissão se reúne mensalmente para a elaboração das normas e discussão dos temas sobre conservação de água em edificações e uso de fontes alternativas de água não potável em edificações. Participam das reuniões representantes de projetistas, construtoras, instaladoras, fabricantes, universidades, centros de pesquisa e órgãos de governo de diferentes regiões do país.

Quanto à Conservação da água, o foco maior a ser dado é na gestão da oferta e demanda, por meio do balanço hídrico da edificação e no estudo de viabilidade técnica e econômica. Com relação à norma voltada para o uso de fontes alternativas, além de definir conceitos, trás orientações para que um sistema dessa natureza traga segurança no seu uso, complementa a coordenadora.

Vale lembrar que a gestão se inicia desde a concepção do sistema de arquitetura e instalações, pela especificação de equipamentos e produtos, execução, uso e operação dos empreendimentos. A norma indica também ações necessárias junto aos usuários das edificações, pois sem a conscientização dos mesmos, não se conseguirá o desempenho esperado das ações.

A próxima reunião da Comissão será no dia 16 de maio, das 9 h às 17 h, no Sindicato da Construção (Sinduscon/SP), localizado à Rua Dona Veridiana, 55 -1º andar – São Paulo.Ressaltamos que a participação nas reuniões dos Comitês Brasileiros e Comissões de Estudo da ABNT é voluntária e aberta a qualquer interessado. Sendo assim, para participar da CE 002:146.004, basta enviar um email para o analista responsável alvaro.almeida@abnt.org.br.


Sobre a ABNT

A ABNT é o Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela gestão do processo de elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC), influenciando o conteúdo de normas e procurando garantir condições de competitividade aos produtos e serviços brasileiros, além de exercer seu papel social. Além disso, a ABNT também é um Organismo de Avaliação da Conformidade acreditado pelo Inmetro para a certificação de diversos produtos, sistemas e programas ambientais, como o rótulo ecológico e a verificação de inventários de gases de efeito estufa. 


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