Normas técnicas que compreendem inovações tecnológicas e promovem a segurança de instalações elétricas são pontos fortes na atuação do Comitê.

             Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Mas a história de um deles, o Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), começou bem antes da fundação da ABNT, em 1940. O setor elétrico já contava com o Comitê Eletrotécnico Brasileiro, instalado de forma definitiva em 11 de fevereiro de 1909, ano em que o País ingressava na International Electrotechnical Commission (IEC). Em 1941, já integrante do Foro Nacional de Normalização, o Comitê iniciou a elaboração da Norma Brasileira de Instalações Elétricas, que recebeu o código de NB 03 e ficaria em vigor por cerca de quatro décadas.

              “Esta foi a primeira norma de grande importância do setor eletroeletrônico publicada pela ABNT”, informa o superintendente José Sebastião Viel. Em 1980 a NB 03 foi substituída pela ABNT NBR 5410 que vigora até hoje com revisões ocorridas em 1980, 1990 e 2004. Atualmente, passa por nova revisão com o objetivo de aportar inovações tecnológicas.

                Em 2002, o ABNT/CB-003 esteve no centro de uma novidade que mobilizou a população: a tomada de três pinos. Naquele ano, foi publicada uma nova norma de plugues e tomadas para uso doméstico, a ABNT NBR 14136, visando à inovação tecnológica e, principalmente, a segurança dos usuários. “Esta norma foi muito importante para a elaboração de um Regulamento de Avaliação da Conformidade publicado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)”, comenta Viel.

                Na produção do Comitê constam:

- Normas de produtos para geração de energia alternativa, como energia eólica, fotovoltaica e lâmpadas LED, visando à redução de consumo na iluminação;

- Normas para iluminação pública com inovações tecnológicas visando à redução do consumo de energia e bem- estar da sociedade;

- Normas para eletrodomésticos que foram utilizadas pelo Inmetro para a elaboração de um Regulamento de Avaliação de Conformidade publicado;

- Normas de LED tendo com objetivo principal a redução de consumo de energia;

- Normas de produtos e sistemas para serem utilizados em ambientes de atmosfera explosiva, visando à atualização tecnológica e à segurança dos operadores e instalações;

- Norma sobre equipamentos para proteção contra descargas atmosféricas (Raios);

- Norma sobre equipamentos destinados aos veículos elétricos;

- Normas abrangendo aspectos ambientais para produtos eletroeletrônicos.

               
           Vicente Cattacini é o chefe de Secretaria do ABNT/CB-003, que tem o seguinte âmbito de atuação: Normalização no campo da eletricidade compreendendo geração/transmissão e distribuição de energia; equipamentos industriais em atmosferas explosivas; eletrônica; dispositivos e acessórios elétricos; instrumentação; bens de consumo; condutores elétricos; instalações elétricas; iluminação; compatibilidade eletromagnética e telecomunicações, no que concerne a terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades.

Alinhamento à ISO

             Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o novo Estatuto, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

               Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                

Sobre a ABNT

               A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

Assessoria de Imprensa

Monalisa Zia
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