O Comitê Brasileiro Metroferroviário é estruturado em quatro Subcomitês que compreendem dez Comissões de Estudo, com a participação de mais de 1.000 especialista .

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Um desses comitês, o ABNT/CB-006, responde pela Normalização no campo metroferroviário, compreendendo via permanente, material rodante, carro metropolitano, segurança e bilhetagem. Tem cerca de 140 normas publicadas.

                “O Comitê Brasileiro Metroferroviário tem a preocupação constante de acompanhar o desenvolvimento tecnológico mundial do setor, procurando padronizar no Brasil aquilo que se encaixa na nossa realidade”, afirma o gestor Paschoal De Mario. Neste sentido, ele comemora uma conquista recente: a celebração de convênio entre a ABNT e a Association of American Railroads (AAR), que permite a adoção, referências e tradução de normas daquela entidade.

                Outro motivo de atenção do Comitê é a unificação de normas antigas relativas a um mesmo assunto. “Um exemplo é a nova norma de eixo metroferroviário, em que consolidamos 18 documentos antigos em um só”, informa o gestor.

                Pascoal De Mario também ressalta o número crescente de entidades que enviam participantes às reuniões, o que permite alto nível dos debates e elaboração de normas que atendam a todos que atuam no setor. Esses especialistas são ligados a empresas fabricantes de materiais e equipamentos metroferroviários, operadoras de transporte metroviários eferroviário de passageiros e de carga, universidades, instituições de pesquisas, além de engenheiros e técnicos autônomos.

                O Sindicato Interestadual de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) é a entidade mantenedora do ABNT/CB-006, que na época da criação foi denominado Comitê Brasileiro de Equipamento e Material Ferroviário. Em sua estrutura atuam quatro subcomitês - Via permanente, Freios, Material rodante e Sinalização geral – que mobilizam dez Comissões de Estudo. Duas delas, de Sinalização e de Trilhos e Fixação, estão elaborando Normas Brasileiras com base em normas europeias.

                Em 2017 as Comissões de Estudo realizaram 80 reuniões com 1.088 participantes. Foram publicadas as seguintes normas:

 

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                

               

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

Assessoria de Imprensa

Monalisa Zia
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