Atividades do Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis tiveram a participação de mais de 1.200 profissionais, no ano passado.

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O ABNT/CB-009 é o Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis, que responde pela Normalização no campo dos gases combustíveis, compreendendo produtos e serviços relacionados com as atividades de exploração, produção, armazenagem, transporte dutoviário, distribuição e utilização desses gases, bem como seus usos nos segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo. Atualmente, disponibiliza cerca de 80 normas técnicas.

                 A grande importância do Comitê, como avalia o superintendente João  Batista Correia Nery, deve-se ao fato de grande parte do seu acervo tratar de aspectos ligados à segurança e à eficiência na utilização do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e do Gás Natural (GN). O Projeto GLP – Qualidade Compartilhada responde pela Secretaria Técnica.

                As atividades do Comitê atraem grande número de profissionais e 1.222 deles participaram das 101 reuniões das diversas Comissões de Estudo realizadas em 2017. Destacam-se também os seminários técnicos, com inscrição gratuita, promovidos nas principais cidades do País e que reúnem projetistas, construtores, instaladores, fornecedores de equipamentos a gás, profissionais que atuam na distribuição de gases combustíveis, administradores de condomínios, bombeiros, agentes responsáveis pela regulação e fiscalização do sistema.

                Foram realizados nove seminários no ano passado, atraindo 1.213 participantes.  “O objetivo é divulgar a um público selecionado textos normativos de larga aplicação, tendo como beneficiários os consumidores finais dos gases combustíveis”, informa João Nery.

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.        
           

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC).

Assessoria de Imprensa

Monalisa Zia
imprensa@abnt.org.br
11 3017.3660