Uma das mais importantes conquistas do Comitê Brasileiro de Couro, Calçados e Artefatos de Couro é a adesão dos curtumes às normas técnicas relacionadas à sustentabilidade.

 

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O Comitê Brasileiro de Couro, Calçados e Artefatos de Couro (ABNT/CB-011), por exemplo, responde pela Normalização no campo do couro, compreendendo a matéria-prima, como peles cruas e conservadas, e couros curtidos e acabados; no campo de calçados, compreendendo calçados de couro, laminado sintético, material têxtil e materiais poliméricos diversos; no campo de artefatos de couro, compreendendo, bolsas, cintos, carteiras, maletas, mochilas, niqueleiras e outros assemelhados.  

                Uma das conquistas comemoradas pelo Comitê é a adesão dos curtumes às normas técnicas que impactam na questão da sustentabilidade: ABNT NBR 16296:2014 - Couro — Princípios, critérios e indicadores para produção sustentável; e ABNT NBR 16297:2014 - Couro — Diretrizes para implementação da ABNT NBR 16296.

                 “O atendimento e a adequação aos procedimentos estabelecidos nas normas têm avançado, possibilitando a produção de couros com maior valor agregado e favorecendo as exportações do produto”, comenta o superintendente Valdir Soldi.

                O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), sediado em Novo Hamburgo (RS), responde pela Secretaria Técnica do Comitê, que vem trabalhando em outro projeto importante, visando ao controle de substâncias químicas restritivas em calçados e componentes.

                 Soldi acredita que a criação de uma legislação de controle para o setor, no que diz respeito a substâncias restritivas, favorecerá muito a exportação de calçados e, ao mesmo tempo, possibilitará o controle de produtos não adequados que eventualmente entrem no país. “E a questão da sustentabilidade, novamente, aparece como fator preponderante”, ele ressalta.

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                   

             

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

Assessoria de Imprensa

Monalisa Zia
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