Parte 10 da Série ABNT NBR IEC 61850 define, entre outros, os métodos para a execução de ensaios de conformidade de dispositivos de clientes, servidores e valores amostrados.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, em de julho, a ABNT NBR IEC 61850-10:2018 - Redes e sistemas de comunicação para automação de sistemas de potência – Parte 10: Ensaios de conformidade. Esta Parte da ABNT NBR IEC 61850 especifica as técnicas padronizadas para a avaliação da conformidade de implementações, bem como técnicas específicas de medição a serem aplicadas na determinação de parâmetros de desempenho de Intelligent Electronic Devices (IED).

Podem ser considerados como IED os dispositivos de proteção, medição e controle (classicamente denominados de reles digitais de “proteção”), bem como outros equipamentos tais como sensores de corrente e de tensão (classicamente denominados de transformadores de corrente – TC e transformadores de potencial – TP), incluindo dispositivos de manobra (tais como disjuntores, contatores e chaves seccionadoras) que estejam diretamente interligados ao sistema de automação elétrico.

“A utilização destas técnicas aprimora a habilidade do integrador do sistema para facilmente integrar os IED, operar corretamente os IED e suportar as aplicações de acordo com as funções de medição, controle ou proteção pretendidas”, ressalta o engenheiro Roberval Bulgarelli, consultor da Petrobras, membro da Comissão de Estudo CE 003.057.010 autora desta norma e coordenador do Subcomitê SC-31 (Atmosferas Explosivas) do Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003).

Esta parte da Série ABNT NBR IEC 61850 define:

  • Os métodos e exemplos de ensaios abstratos para a execução de ensaios de conformidade de dispositivos de clientes, servidores e valores amostrados, utilizados em automação de sistemas elétricos de potência;
  • Os métodos e exemplos de ensaios abstratos para a execução de ensaios de conformidade de ferramentas de software de engenharia utilizadas em automação de sistemas elétricos de potência;
  • Os critérios de aceitação dos resultados a serem medidos nos dispositivos, de acordo com os requisitos estabelecidos na IEC 61850-5 - Communication networks and systems for power utility automation – Part 5: Communication requirements for functions and devices models.

Podem ser destacados, entre os principais tópicos abordados nesta Parte da Série ABNT NBR IEC 61850 os seguintes:

  • Procedimentos de ensaio de conformidade
  • Plano da qualidade para os ensaios de conformidade
  • Plano de inspeção e ensaios
  • Procedimentos de ensaios
  • Utilização de arquivos SCL (System Configuration Language)
  • Documentação do relatório de ensaio de conformidade
  • Ensaio de conformidade relacionado ao dispositivo (Device Under Test)
  • Servidor, dispositivo lógico, nó lógico e modelo de dados
  • Casos de ensaios positivos e negativos
  • Modelo de tempo e de sincronização de tempo
  • Redundância da rede de automação do sistema elétrico
  • Arquitetura do sistema para ensaiar um dispositivo de recebimento (leitura/subscrição) de valores amostrados (SV – Sampled Values)
  • Ferramentas relacionadas com os ensaios de conformidade
  • Casos de ensaios para uma ferramenta de configuração de IED
  • Casos de ensaios para uma ferramenta de configuração de sistema
  • Critérios de aceitação dos ensaios de conformidade
  • Ensaios de desempenho do IED
  • Ensaio de desempenho de mensagens de acordo com o protocolo GOOSE
  • Medição de tempo de resposta de trip utilizando método “GOOSE ping-pong

Os usuários pretendidos para a leitura e aplicação desta Norma são os desenvolvedores da Série IEC 61850, os engenheiros e as empresas de engenharia de ensaios, os desenvolvedores e as empresas de ensaios de sistemas de automação e de comunicação elétrica. Os ensaios relativos aos requisitos de compatibilidade eletromagnética e condições ambientais são especificados na IEC 61850-3 (Communication networks and systems for power utility automation – Part 3: General requirements) e não são abordados nesta Parte da Série ABNT NBR IEC 61850.

Exemplos de aplicação

A Refinaria Abreu e Lima (RNEST) é citada como exemplo de aplicação de automação de sistemas elétricos de potência em instalações industriais utilizando os padrões e protocolos de comunicação especificados na Série internacional IEC 61850. O sistema elétrico daquela Refinaria contém 42 subestações e aproximadamente 2.100 IED (Intelligent Electronic Device) que se comunicam nos protocolos MMS (Manufacturing Message Specification) e GOOSE (Generic Object Oriented Substation Event), especificados nas Normas Internacionais da Série IEC 61850. Estes IED operam nas redes de automação do sistema elétrico executando as funções de medição, controle e proteção do sistema elétrico de potência industrial envolvido, nos níveis de tensão de 230 kV, 69 kV, 13.8 kV, 4.16 kV e 0.48 kV.

Para a automação do sistema elétrico daquela Refinaria da Petrobras foram projetados 320 switches ópticos, 37 conjuntos GPS (Global Positioning System) para sincronismo temporal dos IED e 60 servidores escravos de descarte de cargas comunicando-se no protocolo GOOSE. Além destes equipamentos de automação foram projetados também aproximadamente 5.000 dispositivos digitais de controle e proteção para cargas elétricas alimentadas por painéis elétricos tipo CCM de baixa tensão (0,48 kV).

Outro exemplo de aplicação industrial dos padrões de automação de sistemas elétricos de acordo com a Série IEC 61850 é o projeto do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (COMPERJ), com previsão de um total de cerca de 60 subestações e cerca de 3.000 IED com comunicação nos padrões IEC 61850 (Protocolos GOOSE e MMS).

“Além disto, os novos navios do tipo FPSO (Floating Production Storage and Offloading) que estão sendo colocados para operação para produção de petróleo e gás natural no sistema de pré-sal do Brasil também possuem sistemas de automação compostos por IED operando para sistemas de potência em alta e baixa tensão, com comunicação nos protocolos GOOSE e MMS especificados na Série IEC 61850”, observa Bulgarelli. O engenheiro informa ainda que a Petrobras vem aplicando o Padrão internacional IEC 61850 na automação de sistemas elétricos e subestações de suas unidades operacionais desde 2004, em substituição aos “antigos” e “obsoletos” sistemas digitais de automação elétricos com protocolos proprietários utilizados até então.

A nova Norma Brasileira é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à norma internacional IEC 61850-10 Ed. 2.0, que foi elaborada pelo Technical Committee Power Systems Management and Associated Information Exchange (IEC/TC 57). O Brasil é um país participante dos trabalhos do Comitê Técnico TC 57 da IEC e da elaboração das Normas da Série IEC 61850, com direitos e deveres com relação aos processos de elaboração e atualização destes documentos técnicos internacionais.

A política de normalização técnica brasileira da ABNT, estabelecida na ABNT DIRETIVA 3 (Adoção de documentos técnicos internacionais) tem por objetivo adotar as normas técnicas internacionais da IEC e da ISO, de forma a harmonizar as Normas Técnicas Nacionais com a Normalização Técnica Internacional, de forma a padronizar os procedimentos de projeto, fabricação, ensaios, avaliação da conformidade e comissionamento de sistemas de automação elétricos.

Segundo Bulgarelli, ações como estas contribuem para a integração dos fabricantes, laboratórios de ensaios, empresas usuárias, organismos de certificação e de pessoas e provedores de treinamentos brasileiros com o mercado e a comunidade internacional “IEC 61850”, bem como para a elevação dos níveis de especificação técnica, seleção de equipamentos, segurança cibernética, ensaios, qualidade, desempenho, confiabilidade e procedimentos de serviços comissionamento relacionados com a automação de sistemas elétricos no Brasil.

As normas da Série IEC 61850 foram definidas como padrão mundial para a automação de subestações e de dispositivos de campo de sistemas elétricos no Smart Grid. Um dos objetivos do Smart Grid é a implantação de um sistema integrado global para supervisão e controle dos sistemas de potência existentes (Power Grid), para a obtenção de benefícios tais como aumento na eficiência e otimização de operação dos sistemas elétricos, economia de energia, redução dos custos de geração, transmissão, distribuição e consumo. Neste sentido a Série IEC 61850 foi mundialmente definida como base para a automação das subestações e dos equipamentos elétricos de potência, por conter os melhores padrões e protocolos disponíveis para arquitetura de rede de automação de sistemas elétricos, bem como de comunicação e sincronismo entre IED.

A Comissão de Estudo CE 003:057.010 do ABNT/CB-003 (Eletricidade), responsável pela elaboração e adoção desta Norma técnica brasileira, atua como Comissão espelho do Grupo de Trabalho WG 10 do TC 57 da IEC, tendo acompanhado e participado de todo o processo de elaboração, comentários, votação, aprovação e publicação da respectiva Norma internacional IEC 61850-10.

Para saber mais sobre a ABNT NBR IEC 61850-10, acesse: http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=400994

 

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC).


Desde 1950, a ABNT atua também na área de certificação, atendendo grandes e pequenas empresas, nacionais e estrangeiras. A ABNT possui atualmente mais de 400 programas de certificação, destinados a produtos, sistemas e verificação de gases de efeito estufa, entre outros. A sociedade identifica na Marca de Conformidade ABNT a garantia de que está adquirindo produtos e serviços em conformidade, atendendo aos mais rigorosos critérios de qualidade. A ABNT Certificadora tem atuação marcante nas Américas, Europa e Ásia, realizando auditorias em mais de 30 países.

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Monalisa Zia
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Em Consulta Nacional, o Projeto ABNT NBR 19601, que estabelece requisitos para sistemas de gestão de compliance, pode ser avaliado pela sociedade até o dia 27 de agosto.

Um sistema de gestão de compliance eficaz permite que uma organização demonstre seu comprometimento com o cumprimento das obrigações pertinentes, incluindo requisitos legais, compromissos voluntariamente assumidos, códigos da indústria e procedimentos organizacionais, bem como as normas de boa governança corporativa, boas práticas e ética, a fim de atender às expectativas de todas as partes interessadas. Para que essa eficiência seja alcançada, é preciso adotar algumas iniciativas.

É disso que trata o Projeto ABNT NBR 19601 – Sistemas de gestão de compliance ― Requisitos, que até o dia 27 de agosto estará em Consulta Nacional, onde ele pode ser conhecido e avaliado pela sociedade.

(http://www.abntonline.com.br/consultanacional/projet.aspx?ID=26484).

Este Projeto de Norma foi elaborado pela Comissão de Estudo Especial de Governança das Organizações (ABNT/CEE-309), criada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) para espelhar os trabalhos do Comitê Técnico internacional ISO/TC 309 (Governance of Organizations), e tem como objetivo estabelecer os requisitos necessários para elaborar um sistema de gestão de compliance e as obrigações inerentes a sua implementação nas organizações. Este Projeto de Norma, com 26 páginas, usou como base não só a ISO 19600 – Compliance management systems – Guidelines, mas também a ABNT NBR ISO 37001 – Sistema de gestão Antissuborno – Requisitos, incorporando varias melhorias ao conteúdo do documento.

Na introdução, os normalizadores justificam:

As organizações que pretendem ser bem-sucedidas em longo prazo precisam manter uma cultura de integridade e compliance, bem como considerar as necessidades e expectativas das partes interessadas. Portanto, integridade e compliance não somente são as bases, mas também oportunidades para uma organização se tornar sustentável e bem-sucedida.

O compliance é a consequência de uma organização cumprir as suas obrigações, e é feito de forma sustentável, sendo incorporado na cultura da organização e no comportamento e na atitude de pessoas que trabalham para ela. Apesar de manter a sua independência, a gestão de compliance deve ser integrada aos processos de gestão financeira, de risco, da qualidade, ambiental, de saúde e segurança da organização e aos seus requisitos e procedimentos operacionais”.

A futura norma poderá ser aplicada por todas as organizações, ou partes delas, sejam do setor público, privado ou sem fins lucrativos, independentemente do tipo, tamanho e natureza da atividade, em conjunto com outros documentos de sistemas de gestão, como:

  • ABNT NBR ISO 9001, para qualidade;
  • ABNT NBR ISO 27001, para segurança da informação;
  • ABNT NBR ISO 37001, para gestão Antissuborno;
  • ABNT NBR ISO 26000, sobre responsabilidade social; e
  • ABNT NBR ISO 31000, para a gestão de riscos.

O Projeto ABNT NBR 19601 – Sistemas de gestão de compliance ― Requisitos foi escolhido pelo ISO/TC 309 para ser usado como base no desenvolvimento da ISO 37301, que será a futura norma internacional de requisitos de compliance. Neste caso, a ISO irá transformar a Norma Brasileira em uma Norma Internacional. A decisão demonstra o reconhecimento da competência brasileira no tema, fruto do engajamento na normalização internacional.

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional junto a Associação Mercosul de Normalização (AMN) e a Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (COPANT). Participa da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO), sendo um dos membros fundadores, e na International Electrotechnical Commission (IEC).
 

Assessoria de Imprensa

Monalisa Zia
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No Programa ESI, focado em pequenas e médias empresas, a Certificadora aplicará metodologias específicas para avaliar provedores de tecnologia e validar os projetos.

            Energy Savings Insurance (ESI) é o nome do programa criado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para estimular pequenas e médias empresas (PME) a obter eficiência energética. Com uma abordagem inovadora, a iniciativa prevê financiamento para as empresas que investirem no aumento da produtividade ao mesmo tempo em que  reduzirem as emissões de gases de efeito estufa. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) está envolvida no programa desde meados do ano passado e responderá pela certificação de provedores de tecnologia e pela validação de projetos de eficiência nas empresas.

            O programa do BID busca superar os obstáculos ao investimento em eficiência energética (EE) por meio da implementação de instrumentos de mitigação de riscos. Propõe-se a fornecer a cobertura das economias de energia projetadas para medidas de EE especificamente definidas e verificáveis, a partir da assinatura de um contrato padrão entre pequenas e médias empresas (PME) e provedores de serviços de tecnologia. Mecanismos de compartilhamento de risco compensam as empresas no caso de não alcançarem os fluxos financeiros associados à eficiência energética.

            O BID firmou parceria com diversas organizações para replicar e ampliar o gerenciamento de riscos, com o objetivo de conseguir níveis crescentes de investimentos em EE na região da América Latina e do Caribe. A abordagem do Energy Savings Insurance está sendo promovida e ampliada pelo BID com o apoio do governo dinamarquês, por meio da Agência Dinamarquesa de Energia.

            Tecnologias de alta eficiência podem desempenhar um papel relevante na intensidade de uso de energia nas atividades econômicas e evitar a necessidade de novas fontes energéticas. Ao mesmo tempo, podem aumentar a produtividade das empresas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE). A eficiência energética, além disso, é um dos caminhos mais importantes para se alcançar, sem que haja custo econômico líquido, as metas do clima definidas em compromisso global visando à redução das emissões de GEE.

            Com seus mecanismos implantados, o Programa Energy Savings Insurance deverá atender as seguintes expectativas: 1) potenciais investidores do setor privado sentem-se confiantes de que seus projetos de EE gerarão economias de energia suficientes para pagar os empréstimos assumidos e eventualmente obter lucro; e 2) as instituições financeiras locais tornam-se mais conscientes do risco real e dos retornos associados a esses projetos e, portanto, aumentam sua disposição para financiá-los.


Validação de projetos

            Um projeto de eficiência energética deve conter informações necessárias para demonstrar que a incorporação de equipamentos proporciona economia de energia durante a operação e que esta poupança poderá resultar em um fluxo financeiro capaz de pagar o investimento realizado.

            Neste programa do BID, a função da ABNT é atuar de forma a dar garantia ao projeto de eficiência energética e sua instalação, por meio de mecanismos de validação e verificação. Para esse trabalho foi necessário o desenvolvimento de metodologias de avaliação para os provedores de tecnologia e de validação para cada tecnologia específica.

            Inicialmente, as tecnologias trabalhadas no programa ESI são: Cogeração, Preaquecimento solar, Caldeiras, Ar condicionado, Motores, Energia solar fotovoltaica, Fio diamantado e Trocador de calor.

            No Brasil o programa está sendo replicado por meio de três instituições financeiras: Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes); Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE); e Goiás Fomento.

            Diferentes entidades internacionais, doadores bilaterais e publicações especializadas já manifestaram reconhecimento ao programa ESI. Uma das organizações, a Global Innovation Lab for Climate Finance, que reúne investidores privados que oferecem suporte a políticas públicas, endossou a iniciativa como um dos instrumentos mais promissores para mobilizar investimento do setor privado em eficiência energética.

            Por sua vez, o governo da Dinamarca apoiou a implementação do programa no México, fornecendo recursos e assistência à organização Fideicomisos Instituidos en Relación con la Agricultura (FIRA), que se dedica a promover o desenvolvimento dos setores rural, agropecuário, florestal e pesqueiro naquele país por meio de intermediários financeiros e empresas especializadas. Ainda concedeu ao BID os fundos necessários para replicar o programa em outros países, como a Colômbia.

            Já o Fórum de Financiamento de Energia Limpa da Universidade de Yale, dos Estados Unidos, avaliou o ESI como uma ideia vencedora e um meio financeiro de sucesso para a mitigação das mudanças climáticas.

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            A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC).

            Desde 1950, a ABNT atua na área de certificação, atendendo grandes e pequenas empresas, nacionais e estrangeiras. A ABNT possui atualmente mais de 400 programas de certificação, destinados a produtos, sistemas e verificação de gases de efeito estufa, entre outros. A sociedade identifica na Marca de Conformidade ABNT a garantia de que está adquirindo produtos e serviços em conformidade, atendendo aos mais rigorosos critérios de qualidade. A ABNT Certificadora tem atuação marcante nas Américas, Europa e Ásia, realizando auditorias em mais de 30 países.

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No próximo dia 26 de julho, a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) irá instalar a Comissão de Estudo de Combustível Derivado de Resíduos (ABNT/CE-177:003.001), que terá como objetivo discutir e estabelecer, por consenso, regras, diretrizes ou características para o referido assunto.

O evento será composto de palestras de especialistas, além da apresentação do diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy e do estabelecimento do Grupo de Trabalho (GT 01) para análise e estudos específicos sobre a utilização dos resíduos de madeira como Combustíveis Derivados de Resíduos.

Diversas autoridades participarão do evento, dentre as confirmadas estão: o vice-presidente do Conselho Deliberativo da ABNT, Mário William Esper; o presidente da Federação das Indústrias de Mato Grosso (FIEMT), Jandir Milan; o especialista em Política e Indústria da gerência executiva de Meio Ambiente e Sustentabilidade (GEMAS) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Mario Augusto de Campos Cardoso; o presidente do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (CIPEM), Rafael José Mason; o presidente da Associação Mato-grossense de Engenheiros Florestais (AMEF), Benedito Carlos de Almeida; o superintendente de Gestão Florestal da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Luiz Felipe Leal Weissheimer; a coordenadora de Reflorestamento (CREF) da Superintendência de Gestão Florestal da Secretaria Estadual de Meio Ambiente, Tatiana Paula Marques De Arruda; o diretor da Associação dos Reflorestadores do Estado de Mato Grosso (AREFLORESTA), Fausto Hissashi Takizawa; o Prof. Dr. Adj. I- Energia da Biomassa Florestal e Tecnologia e Utilização dos Produtos Florestais da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso, Aylson Costa Oliveira; o superintendente de Desenvolvimento Florestal da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (SEDEC), José Juarez Pereira de Faria; o deputado Estadual de Mato Grosso, Dilmar Dal Bosco; e o técnico Legislativo de Nível Superior da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, Gideon Dani Rosa.

Serviço:

Instalação da Comissão de Estudo de Combustível Derivado de Resíduos (ABNT/CE-177:003.001)

Data:26 de julho

Horário:14 h às 16 h

Local: SISTEMA FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS NO ESTADO DE MATO GROSSO - Avenida Historiador Rubens de Mendonça, 4.193 - Centro Político Administrativo - Cuiabá - MT / CEP 78049-940 | Fone: (65) 3611-1500 / 3611-1555 - Auditório João Nicolau Petroni.

Confirme sua presença no email gprconvoca@abnt..org.br.

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 


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Novo texto passa a atender os requisitos de desempenho da norma da construção civil

A ABNT publicou recentemente, a nova versão da ABNT NBR 15930-2 – Portas de madeira para edificações – Requisitos. Essa parte da norma, que define os requisitos para o perfil de desempenho de portas de madeira e a sua respectiva classificação de acordo com o nível de desempenho de ocupação e uso, foi readequada para atender à norma de desempenho da construção civil (ABNT NBR 15575), que foi publicada dois anos depois da norma de portas já existente.

De acordo com a Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), gestora do Comitê Brasileiro da Madeira (ABNT/CB-031), um dos objetivos da revisão foi definir novas tolerâncias dimensionais para o marco da porta, para poder contemplar o uso de novas matérias-primas como pinus e eucalipto, que apresentam características diferentes quando comparado a madeiras tropicais, mas sem afetar o desempenho da porta.

Além disso, foi introduzido na norma de portas de madeira um requisito que considera o uso da porta ao longo do tempo, considerando a exigência de durabilidade. Esse requisito, que contempla ciclos de abertura e fechamento de portas e esforços de manuseio, visa saber qual o comportamento da porta ao longo de sua vida útil. O ensaio permitirá ao fabricante avaliar o uso da porta, nas condições normais de uso, ao longo da vida útil de projeto da porta, como prevista na norma ABNT NBR 15575:2013 – Edificações habitacionais – Desempenho, parte 1, Durabilidade, dando maior segurança e respaldo ao fabricante e aos usuários. Os componentes também serão avaliados em escala real (folha de porta, marco, dobradiças com suas fixações, fechadura, gaxetas ou amortecedores, vedações).

Na avaliação dos empresários que integram o Programa Setorial da Qualidade de Portas de Madeira para Edificações (PSQ-PME), a publicação da norma viabilizará a certificação do kit porta pronta. O Programa tem atuado na promoção da melhoria da qualidade das portas de madeira no Brasil por meio de várias ações que visam o fortalecimento do segmento, a isonomia competitiva entre os fabricantes, a melhoria continua e garantias ao consumidor final. O PSQ-PME se propõe ainda a contribuir para que, cada vez mais, as construtoras especifiquem a compra das portas por desempenho.

Com a publicação da revisão da Parte 2, a Comissão de Estudos da ABNT passará agora para uma fase de desenvolvimento dos textos das Partes 3 (Requisitos de desempenhos adicionais) e 4 (Instalação e manutenção).

Desenvolvimento das normas técnicas

A elaboração de normas técnicas no âmbito da ABNT é um processo que envolve toda a sociedade por meio de discussões a partir de uma demanda apresentada por qualquer interessado, seja ele representante do setor produtivo, entidades, organismo regulamentador, governo e consumidor. Cabe à ABNT avaliar a pertinência do tema e levá-lo para análise de um Comitê Técnico que irá incluir a demanda em Programa de Normalização Setorial (PNS). Na ausência desse Comitê Técnico é criada uma Comissão de Estudos Especial (ABNT/CEE). As discussões na Comissão de Estudo, composta por representantes de todas as partes interessadas, dão origem ao Projeto de Norma.

Após o debate e consenso entre os participantes, o Projeto de Norma é submetido à consulta nacional. Nessa etapa, realizada pela internet, qualquer interessado pode enviar comentários e sugestões, visando a aprovação ou não do texto. Terminado o prazo da consulta, todos os comentários, que devem ter embasamento técnico, são analisados e respondidos pela Comissão de Estudo responsável. Todos os interessados que se manifestaram durante o processo de consulta nacional são convidados a participar de reunião, a fim de deliberarem, por consenso, se este Projeto de Norma deve ser aprovado como Documento Técnico ABNT. Com isso, o texto é homologado e publicado pela ABNT. As Normas Brasileiras em vigor ficam disponíveis para consulta no ABNT Catálogo (www.abntcatalogo.com.br).

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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Em intensa atividade, Comitê técnico da ABNT conclui novos projetos de normas e continua atualizando o seu acervo, em total sintonia com as melhores práticas internacionais.

            O acervo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) crescerá mais um pouco, em breve. Quatro novos projetos de normas para turismo de aventura foram concluídos recentemente, estabelecendo requisitos para produtos que envolvem : Quadriciclos/triciclos motorizados; Rafting ; Bungee jump; e Canionismo e cachoeirismo. As duas primeiras encontram-se em Consulta Nacional (http://www.abntonline.com.br/consultanacional) até o dia 08 de agosto e as demais estão sendo finalizadas.

            Esses documentos representam uma pequena parte do trabalho desempenhado pelo Comitê Brasileiro de Turismo (ABNT/CB-054). “Iniciado em 2004, o desenvolvimento de normas para o turismo de aventura está em forte expansão, em função de novas demandas dos empresários do segmento de ecoturismo e turismo de aventura”, relata Leonardo Persi, secretário do Subcomitê de Turismo de Aventura.

            Persi lembra que em dezembro de 2017 foi publicada a ABNT NBR 15509-2 – Turismo de aventura – Cicloturismo – Parte 2: Classificação de percursos e, em janeiro de 2018, a ABNT NBR ISO 13293 – Serviços de mergulho recreativo - Requisitos para programas de treinamento gás blender. E ainda há um volume considerável de Normas Brasileiras revisadas. São elas:

  • Rafting - ABNT NBR 15370 - Líder - Competências de pessoal;
  • Arvorismo - ABNT NBR 15508 - Parte 1 - Instalações físicas;
  • Arvorismo - ABNT NBR 15508 - Parte 2 – Requisitos de operações;
  • Cicloturismo - ABNT NBR 15509-1 - Parte 1 - Requisitos para produto;
  • Caminhada - ABNT NBR 15505-1 - Parte 1 - Requisitos para produto;
  • Caminhada - ABNT NBR 15505-2 - Parte 2 - Classificação de percursos;
  • Turismo equestre - ABNT NBR 15507-1 - Parte 1 - Requisitos para produto;
  • Turismo equestre - ABNT NBR 15507-2 - Parte 2 - Classificação de percursos;
  • Mergulho - ABNT NBR ISO 24801-1 - Serviços de mergulho recreativo - Requisitos para o treinamento de mergulhadores autônomos recreativos - Parte 1: Nível 1 - Mergulhador supervisionado;
  • Mergulho - ABNT NBR ISO 24801-2 - Serviços de mergulho recreativo - Requisitos para o treinamento de mergulhadores autônomos recreativos - Parte 2: Nível 2 - Mergulhador autônomo;
  • Mergulho - ABNT NBR ISO 24801-3 - Serviços de mergulho recreativo - Requisitos para o treinamento de mergulhadores autônomos recreativos - Parte 3: Nível 3 – Líder de mergulho;
  • Mergulho - ABNT NBR ISO 24802-1 - Serviços de mergulho recreativo — Requisitos para o treinamento de instrutores de mergulho autônomo – Parte 1: Nível 1;
  • Mergulho - ABNT NBR ISO 24802-2 - Serviços de mergulho recreativo — Requisitos para o treinamento de instrutores de mergulho autônomo – Parte 2: Nível 2.

Sintonia com a ISO

            É aguardada para este semestre a publicação da Norma ISO de boas práticas de sustentabilidade em turismo de aventura, a ISO 20611, cuja elaboração teve participação de brasileiros especialistas em turismo de aventura, atuando como comitê-espelho daquele organismo internacional. No passo seguinte a norma também será publicada pela ABNT.

            O Brasil se mantém como um dos líderes do processo de normalização internacional na ISO para o turismo. “Além do Grupo de Trabalho WG7 (Turismo de Aventura), também lidera o WG13 (Turismo Sustentável), o que mostra a importância de o empresariado brasileiro conhecer e aplicar tais normas, para ganhar mais competitividade no mercado do turismo internacional”, alerta Persi.

            Entre outros benefícios da aplicação de normas técnicas para o setor, o secretário do Subcomitê destaca a oportunidade de realizar operações de turismo responsável, reduzindo custos, com a proposta de atuar de forma a integrar as comunidades locais na operação turística e promover a conservação ambiental, além de oferecer atividades de turismo de aventura seguras aos consumidores.

            Em maio, na Argentina, Persi participou da última reunião do ISO/TC228, o Comitê Técnico de Turismo da ISO, na qual foram concluídos os trabalhos da futura norma de sustentabilidade de turismo de aventura. “Foi uma rica experiência, vários países no mundo estão implementando as normas de turismo de aventura, inicialmente baseadas nas brasileiras”, ele avalia.

            Para a reunião na Argentina, o Brasil também enviou a proposta de ser trabalhada a futura norma de competências do líder (condutor) de turismo de aventura. Atualmente, existe um relatório técnico da ISO (o ISO/TR 21102). “Estamos na fase de análise dos demais países, para saber se aceitam esta nova proposta de trabalho que poderá ser iniciado em outubro deste ano, com previsão de conclusão em 18 meses”, informa Persi.

Sobre a ABNT

            A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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A Diretoria Executiva da ABNT, representada por Ricardo Fragoso, diretor-geral e Carlos Santos Amorim Jr., diretor de Relações Externas, além do Sr. Mário William Esper, vice-presidente e representante do Conselho Deliberativo; estiveram em Brasília, juntamente com os Srs. John Walter e Sergio Mujica, presidente e secretário-geral, respectivamente, da International Organization for Standardization (ISO), para um encontro com o presidente da República, Michel Temer.

Como a reunião do Conselho da ISO aconteceu na ABNT, em São Paulo, a oportunidade do encontro foi ímpar para fechar a semana. Durante a conversa, eles puderam explanar como as normas internacionais trazem benefícios significantes para o país, pois produtos e serviços baseados em normas ISO possuem maior qualidade. Também foi discutida a importância da mobilização do governo brasileiro para o apoio da participação do Brasil nas reuniões internacionais, defendendo assim os interesses da sociedade e contribuindo para o aumento da competitividade no mercado global.

Na ocasião, o deputado federal, Sr. Júlio Lopes apresentou um projeto de lei que visa facilitar o licenciamento de atividades do pré-sal com a previsão de utilizar Normas Técnicas Brasileiras baseadas em normas ISO, garantindo assim credibilidade internacional aos processos de licenciamento ambiental. A ideia é que o reitor eleito da Universidade Federal Fluminense, Sr. Antonio Claudio L. Nóbrega, que também estava presente, acredite um laboratório para que sejam feitos os ensaios necessários.

O ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes também participou do encontro, acompanhado por consultores legislativos da Câmara dos Deputados.

Conselho da ISO - Entre os dias 11 a 15 de junho, a ABNT sediou, em São Paulo, a Reunião do Conselho da ISO e também do Technical Management Board (TMB). Foram dias intensos de discussões sobre decisões estratégicas e políticas da normalização internacional.

O Conselho da ISO é o órgão central de governança da Organização e se reporta à Assembleia Geral. Ele se reúne três vezes por ano e é composto por 20 órgãos membros, os diretores da ISO e os presidentes dos Comitês de Desenvolvimento de Políticas: Committee on Conformity Assessment (Casco) – Comitê de Avaliação da Conformidade -, Committee on Consumer Policy (Copolco) – Comitê de Política do Consumidor -, e Committee on Developing Country Matters (Devco) – Comitê Político que cuida de questões de países em desenvolvimento. O Conselho tem responsabilidade direta sobre vários organismos, que se reportam à ele:

O Comitê do Presidente assessora o Conselho em assuntos decididos pelo Conselho.Os Comitês Permanentes do Conselho tratam de assuntos relacionados a finanças (CSC/FIN), estratégia e política (CSC/SP), nomeações para cargos de governança (CSC/NOM) e supervisão das práticas de governança da Organização (CSC/OVE). Os Grupos Consultivos fornecem aconselhamento sobre assuntos relacionados à política comercial da ISO (CPAG) e Tecnologia da Informação (ITSAG).

Já o TMB é o órgão de governança responsável pela administração geral da estrutura dos Comitês Técnicos dentro da ISO. Atualmente, possue 20 membros participantes.

Fora essas duas grandes reuniões, aconteceram diversos eventos paralelos dos membros e também da ABNT com alguns organismos de normalização para tratar sobre acordos e parcerias.

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 


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Com foco em máquinas e equipamentos mecânicos, o Comitê Brasileiro é estruturado em 28 Subcomitês responsáveis pela elaboração de  mais de 2.100 normas técnicas.

 

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

 

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o novo Estatuto, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

 

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

 

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                 

 

                O Comitê Brasileiro de Máquinas e Equipamentos Mecânicos (ABNT/CB-004) tem alguns destaques em seu acervo, entre eles, a ABNT NBR ISO 12100:2013 - Segurança de máquinas - Princípios gerais de projeto - Apreciação e redução de riscos. Esta norma traz a terminologia básica, princípios e uma metodologia para obtenção da segurança em projetos de máquinas e especifica princípios para apreciação e redução de riscos.  

 

                “No segmento de transportadores contínuos - transportadores de correia, destaca-se a atuação da Comissão de Estudos CE-004:010.002 que, por meio de acordo firmado entre a The Conveyor Equipment Manufactures Association (CEMA), a ABNT e a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), traduziu o manual CEMA - Transportadores de correias para materiais a granel”, relata o superintendente Carlos Alberto Maciel.

   

              Em 2013, o ABNT/CB-004, cuja Secretaria Técnica é sediada na Abimaq, recebeu o Premio ABNT de Excelência em Normalização, na categoria Comitê do Ano. Tem em sua estrutura 28 Subcomitês e 44 Comissões de Estudo que atuam como espelhos dos Comitês Técnicos da International Organization of Standardization (ISO). Seu acervo com mais de 2.100 normas técnicas é resultado de média anual de 280 reuniões com a participação de representantes dos diversos segmentos da indústria de manufatura mecânica.

 

           Aparecida Regina Formicola é a chefe de Secretaria do Comitê, que tem o seguinte âmbito de atuação: Normalização no campo de máquinas e equipamentos mecânicos, compreendendo máquinas-ferramenta; componentes mecânicos; transmissão de movimentos; sistemas de medidas e de controle da qualidade da mecânica; compressores; hidráulica e pneumática; válvulas e componentes; elevadores e equipamentos de transporte de materiais; termodinâmica; bombas e motobombas; ferramentas e modelações; máquinas para gráficas, madeiras, cerâmicas, plásticos, indústria alimentícia e couro e calçados; máquinas e equipamentos para indústria têxtil, saneamento básico e ambiental; máquinas e equipamentos pesados; máquinas e equipamentos para ordenhadeiras; segurança de máquinas; equipamentos para ginástica e condicionamento físico; máquinas e equipamentos para postos de serviço e pontos de abastecimento e normas básicas para projetos mecânicos, no que concerne a terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades.


Sobre a ABNT

 

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 


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Normas técnicas que compreendem inovações tecnológicas e promovem a segurança de instalações elétricas são pontos fortes na atuação do Comitê.

             Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Mas a história de um deles, o Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003), começou bem antes da fundação da ABNT, em 1940. O setor elétrico já contava com o Comitê Eletrotécnico Brasileiro, instalado de forma definitiva em 11 de fevereiro de 1909, ano em que o País ingressava na International Electrotechnical Commission (IEC). Em 1941, já integrante do Foro Nacional de Normalização, o Comitê iniciou a elaboração da Norma Brasileira de Instalações Elétricas, que recebeu o código de NB 03 e ficaria em vigor por cerca de quatro décadas.

              “Esta foi a primeira norma de grande importância do setor eletroeletrônico publicada pela ABNT”, informa o superintendente José Sebastião Viel. Em 1980 a NB 03 foi substituída pela ABNT NBR 5410 que vigora até hoje com revisões ocorridas em 1980, 1990 e 2004. Atualmente, passa por nova revisão com o objetivo de aportar inovações tecnológicas.

                Em 2002, o ABNT/CB-003 esteve no centro de uma novidade que mobilizou a população: a tomada de três pinos. Naquele ano, foi publicada uma nova norma de plugues e tomadas para uso doméstico, a ABNT NBR 14136, visando à inovação tecnológica e, principalmente, a segurança dos usuários. “Esta norma foi muito importante para a elaboração de um Regulamento de Avaliação da Conformidade publicado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)”, comenta Viel.

                Na produção do Comitê constam:

- Normas de produtos para geração de energia alternativa, como energia eólica, fotovoltaica e lâmpadas LED, visando à redução de consumo na iluminação;

- Normas para iluminação pública com inovações tecnológicas visando à redução do consumo de energia e bem- estar da sociedade;

- Normas para eletrodomésticos que foram utilizadas pelo Inmetro para a elaboração de um Regulamento de Avaliação de Conformidade publicado;

- Normas de LED tendo com objetivo principal a redução de consumo de energia;

- Normas de produtos e sistemas para serem utilizados em ambientes de atmosfera explosiva, visando à atualização tecnológica e à segurança dos operadores e instalações;

- Norma sobre equipamentos para proteção contra descargas atmosféricas (Raios);

- Norma sobre equipamentos destinados aos veículos elétricos;

- Normas abrangendo aspectos ambientais para produtos eletroeletrônicos.

               
           Vicente Cattacini é o chefe de Secretaria do ABNT/CB-003, que tem o seguinte âmbito de atuação: Normalização no campo da eletricidade compreendendo geração/transmissão e distribuição de energia; equipamentos industriais em atmosferas explosivas; eletrônica; dispositivos e acessórios elétricos; instrumentação; bens de consumo; condutores elétricos; instalações elétricas; iluminação; compatibilidade eletromagnética e telecomunicações, no que concerne a terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades.

Alinhamento à ISO

             Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o novo Estatuto, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

               Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                

Sobre a ABNT

               A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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Atualmente, o Comitê oferece mais de 120 normas técnicas para o setor automotivo.

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o novo Estatuto, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.         
       

                O engenheiro Fernando Teixeira Filho, gestor do Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-002), por exemplo, resgata um marco da normalização nacional. “O Comitê tem a honra e a responsabilidade histórica de acolher a primeira norma publicada pela ABNT, em 1940: a NB 01 - Projeto e Execução de Obras de Concreto Armado, rebatizada ABNT NBR 6118:2014 - Projeto de Estruturas de Concreto – Procedimento, uma das primeiras normas brasileiras traduzidas para língua inglesa”, afirma.

            As normas do ABNT/CB-002, de acordo com o gestor, são caracterizadas pela grande especialização e sempre refletem as boas práticas técnicas consolidadas do setor. Algumas promovem a inovação, a exemplo da ABNT NBR 15575:2013 - Desempenho das Edificações Habitacionais, norma de grande impacto no mercado imobiliário habitacional brasileiro.

                “Com atuação transparente e contando com a efetiva e imprescindível colaboração das principais entidades técnicas representativas da construção civil e da engenharia nacional, o ABNT/CB-002 apoia e orienta suas Comissões na busca da representatividade, equidade e respeito ao contraditório”, conclui Fernando Teixeira Filho.

                Responsável pela normalização do setor da construção civil para o escopo de projeto e execução de obras, o ABNT/CB-002 tem em seu acervo 127 normas e atua com apoio do Comitê de Tecnologia e Qualidade (CTQ) do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon – SP). A chefe de Secretaria é Rose de Lima.

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               A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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