Para atender às demandas da sociedade, o Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário esforça-se para que suas normas orientem fabricantes, laboratórios e o consumidor final.  

                Um passo importante para renovação da estrutura da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) foi dado em 6 de maio de 1968 quando, em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no Rio de Janeiro, foi aprovada a reforma do Estatuto da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O ABNT/CB-017 é o Comitê Brasileiro de Têxteis e do Vestuário, atuando na elaboração de normas que compreendem fibras, fios, cabos, cordoalhas, tecidos e outros artigos fabricados em têxteis; artigos confeccionados; matérias-primas; produtos químicos e auxiliares necessários para os diversos tratamentos.

                 A superintendente Maria Adelina Pereira informa que antes de 1968 o setor já contava com normas técnicas, abrigadas nas comissões de Química e de Mecânica. Na primeira ficavam normas mais ligadas a produtos como, por exemplo, a de solidez de cor, que depende também de corante, e a de qualidade de lençóis e lonas, itens de compra do Exército. Na segunda eram reunidas normas para atender ao crescimento da indústria de máquinas têxteis.

                “Nessas cinco décadas, muitas normas de grande utilidade para a sociedade foram publicadas, primeiro atendendo à exigência de melhoria de qualidade para exportação e, posteriormente, porque o mercado interno começou a buscar materiais mais duradouros”, comenta a superintendente.  

                Segundo Maria Adelina, todas as normas são referenciais na comercialização de produtos, desde a que orienta como determinar a largura de um tecido, até aquelas mais complexas, sobre verificação da presença de corantes alergênicos em materiais tintos, por exemplo. “Não há norma mais ou menos importante, há demandas da sociedade para a norma servir como bússola e orientar os usuários, fabricantes e laboratórios”, ressalta.

                Com a Secretaria Técnica mantida pela Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o ABNT/CB-017 conta com o apoio das entidades mais atuantes do mercado, organizações de ensino e pesquisa, contribuindo para que as normas (são mas de 270) tenham a maior abrangência possível. 

                Entre as entidades que participam do Comitê estão, além da Abit, a  Associação Brasileira das Indústrias de. Nãotecidos e Tecidos Técnicos (Abint), a Associação Brasileira de Produtores de Fibras Artificiais (Abrafas), a Associação Brasileira das Indústrias de Tapetes e Carpetes (Abritac), a Associação Brasileira do Varejo Têxtil  (ABVETEX), a Associação Brasileira dos Produtores de Fibras Poliolefínicas (Afipol), o  Sindicato da Indústria de Fiação e Tecelagem  (Sinditextil), o Sindicato das Indústrias do Vestuário de São Paulo (Sindivestuário) e  o Sindicato da Indústria de Especialidades Têxteis no Estado de São Paulo (Sietex), que envolvem seus profissionais para apresentar tecnologias disponíveis.

              Como participantes neutros, atuam Denier, Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) , Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Interface, o laboratório têxtil Labtex, a empresa de inspeção e certificação SGS e a Aitex, entre outros, que contribuem testando metodologias e assegurando credibilidade. O Comitê ainda tem a participação do varejo representado pela sua entidade de classe e por diversos magazines, que fazem valer as necessidades de seus clientes e suas preocupações com o consumo consciente.

                Essa conjugação de esforços, de acordo com Maria Adelina, possibilitou que fossem atendidas demandas muito relevantes: “Destaco o conjunto de normas de segurança química em têxteis, sintonizadas com a tendência mundial de uma moda que não agrida o ambiente nem o usuário, e também a norma de alta visibilidade em vestimentas profissionais, cuja utilização tem reduzido mortes de garis por atropelamento, além de outras aplicações”.

                A superintendente conclui: “Com orgulho e tecendo a cada dia, como operária desse processo, sigo trilhando os exemplos dos profissionais que me antecederam e a cada dia sonho que a Normalização, de forma geral, facilite a vida das pessoas, empresas e entidades, sem exclusão”.

Tendência internacional

             Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

               Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.          
        

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC).

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Monalisa Zia
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Com 430 normas que oferecem conhecimento técnico para o setor automotivo, o Comitê conta com a participação de 230 empresas.

               Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Na época, a indústria – e especialmente o segmento de autopeças - amadurecia e buscava acesso ao mercado externo, e o Comitê Brasileiro Automotivo (ABNT/CB-005) assumiu a missão de “ser um agente de gestão do conhecimento técnico para o bem do País e seus cidadãos”, como revela o chefe de Secretaria, José Luiz Albertin.

                “Diante de muitos desafios em duras épocas para a economia e o setor, considerei estratégico instalar o CB-005 na sede do Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) e, até hoje, o que nutre essa parceria é justamente o compartilhamento dos valores de neutralidade e desenvolvimento da qualidade no setor”, declara o superintendente Ali El Hage, no cargo há 15 anos.

                O Comitê foi criado com o seguinte âmbito de atuação: Normalização no campo de automóveis, caminhões, tratores, ônibus, ciclomotores, bicicletas, motocicletas, autopeças e componentes, bem como reparação de veículos, emissões veiculares, no que concerne a terminologia, requisitos, métodos de ensaio e generalidades. 

                Neste meio século, as tecnologias para o setor desenvolveram-se rapidamente. Os veículos tinham sistemas e componentes que hoje são substituídos pela eletrônica. O setor entrou na fase do veículo elétrico e híbrido, já há ônibus alimentados a hidrogênio. As normas do ABNT/CB-005 acompanharam essa inovação.

                 Entre as muitas situações que tiveram a contribuição do Comitê, Albertin cita: o ABS presente em todos os veículos de quatro rodas desde janeiro de 2014; a instalação do primeiro laboratório independente para avaliar veículos elétricos e híbridos em 2017; as certificações Inmetro de peças e sistemas automotivos; os regulamentos de controle de emissões de veículos que têm por base as normas de ensaios criadas no ABNT/CB-005; as normas de ensaio de impacto (crash test) que tornam os veículos mais seguros; e as normas de serviços automotivos, voltadas a oficinas mecânicas. 

               Com um acervo de 430 normas, o Comitê tem a participação de 230 empresas e cerca de 320 técnicos atuando na normalização, em cerca de 40 Comissões de Estudo. Em 2017 realizou 140 reuniões com 1.120 participantes. As atenções, em 2018, estão voltadas para 55 projetos de normas.

                Acompanhando as prioridades do setor, o ABNT/ CB-005 procura ter instrumentos que deem eficiência e velocidade na elaboração de normas. “O segmento da Mobilidade, envolvendo veículos de forma ampla, alcança um novo patamar, o da eletrificação e autonomia, e isso traz uma necessidade enorme de normas, então devemos criar um espaço de capacidade para trabalhar nesse volume novo, sem deixar de atender as demandas atuais”, finaliza José Luiz Albertin.

Alinhamento à ISO

               Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o novo Estatuto, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

               Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.    
             

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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O Comitê Brasileiro Metroferroviário é estruturado em quatro Subcomitês que compreendem dez Comissões de Estudo, com a participação de mais de 1.000 especialista .

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Um desses comitês, o ABNT/CB-006, responde pela Normalização no campo metroferroviário, compreendendo via permanente, material rodante, carro metropolitano, segurança e bilhetagem. Tem cerca de 140 normas publicadas.

                “O Comitê Brasileiro Metroferroviário tem a preocupação constante de acompanhar o desenvolvimento tecnológico mundial do setor, procurando padronizar no Brasil aquilo que se encaixa na nossa realidade”, afirma o gestor Paschoal De Mario. Neste sentido, ele comemora uma conquista recente: a celebração de convênio entre a ABNT e a Association of American Railroads (AAR), que permite a adoção, referências e tradução de normas daquela entidade.

                Outro motivo de atenção do Comitê é a unificação de normas antigas relativas a um mesmo assunto. “Um exemplo é a nova norma de eixo metroferroviário, em que consolidamos 18 documentos antigos em um só”, informa o gestor.

                Pascoal De Mario também ressalta o número crescente de entidades que enviam participantes às reuniões, o que permite alto nível dos debates e elaboração de normas que atendam a todos que atuam no setor. Esses especialistas são ligados a empresas fabricantes de materiais e equipamentos metroferroviários, operadoras de transporte metroviários eferroviário de passageiros e de carga, universidades, instituições de pesquisas, além de engenheiros e técnicos autônomos.

                O Sindicato Interestadual de Materiais e Equipamentos Ferroviários e Rodoviários (Simefre) é a entidade mantenedora do ABNT/CB-006, que na época da criação foi denominado Comitê Brasileiro de Equipamento e Material Ferroviário. Em sua estrutura atuam quatro subcomitês - Via permanente, Freios, Material rodante e Sinalização geral – que mobilizam dez Comissões de Estudo. Duas delas, de Sinalização e de Trilhos e Fixação, estão elaborando Normas Brasileiras com base em normas europeias.

                Em 2017 as Comissões de Estudo realizaram 80 reuniões com 1.088 participantes. Foram publicadas as seguintes normas:

 

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                

               

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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O Comitê Brasileiro de Aeronáutica e Espaço tem mais de 200 Normas Brasileiras publicadas.

                Inicialmente denominado Comitê Brasileiro de Aeronáutica e Transporte Aéreo, o ABNT/CB-008 foi criado com a reforma do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 06 de maio de 1968, no Rio de Janeiro. Na mesma ocasião, outros 16 Comitês Brasileiros passaram a compor a estrutura do Foro Nacional de Normalização.

               O ABNT/CB-008 é o responsável pela coordenação da normalização aeroespacial, em nível nacional, de materiais, componentes e equipamentos, com o objetivo de atender as atividades de projeto, fabricação, ensaios, avaliação, manutenção de subsistemas de aeronaves e veículos espaciais. Elabora também as normas técnicas de materiais e equipamentos e a correspondente manutenção na área de infraestrutura aeroespacial.

                Com um acervo de 206 Normas Brasileiras, o ABNT/CB-008 procura se manter alinhado à normalização internacional. “Temos como uma de nossas principais conquistas a participação na ISO, assumindo a liderança de vários projetos de normas internacionais”, relata o superintendente João Batista de Castro Matos.

                Um fato curioso na história do ABNT/CB-008 é que apenas começou a funcionar alguns anos depois. Ainda em 1968, após a realização do 1º Congresso Nacional de Normalização, em suas instalações, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Comando da Aeronáutica, passou a diligenciar junto à comunidade as formas de apoio para a ativação do Comitê. Sem encontrar grande ressonância, o próprio Departamento, na década de 1970, resolve assumir as atividades e encargos da Secretaria Técnica. Um de seus engenheiros, Milton Naranjo, tornou-se o primeiro presidente do Comitê, sendo reeleito para o mandato seguinte.

                Uma Comissão de Coordenação foi composta com a finalidade de delinear as ações iniciais para a ativação do Comitê. A sua primeira reunião foi realizada no dia 13 de Julho de 1978, no DCTA.  Outras duas ocorreram em agosto e setembro daquele ano. No dia 28 de março de 1979 foi apresentado o primeiro Relatório, ficando definido que o DCTA continuaria a fazer o Secretariado do Comitê, sediando estas atividades no Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI). Em 1979, o Conselho Técnico da ABNT aprovou a nova denominação e o escopo do Comitê.  

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.         
         

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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Atividades do Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis tiveram a participação de mais de 1.200 profissionais, no ano passado.

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O ABNT/CB-009 é o Comitê Brasileiro de Gases Combustíveis, que responde pela Normalização no campo dos gases combustíveis, compreendendo produtos e serviços relacionados com as atividades de exploração, produção, armazenagem, transporte dutoviário, distribuição e utilização desses gases, bem como seus usos nos segmentos industrial, comercial, residencial e automotivo. Atualmente, disponibiliza cerca de 80 normas técnicas.

                 A grande importância do Comitê, como avalia o superintendente João  Batista Correia Nery, deve-se ao fato de grande parte do seu acervo tratar de aspectos ligados à segurança e à eficiência na utilização do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e do Gás Natural (GN). O Projeto GLP – Qualidade Compartilhada responde pela Secretaria Técnica.

                As atividades do Comitê atraem grande número de profissionais e 1.222 deles participaram das 101 reuniões das diversas Comissões de Estudo realizadas em 2017. Destacam-se também os seminários técnicos, com inscrição gratuita, promovidos nas principais cidades do País e que reúnem projetistas, construtores, instaladores, fornecedores de equipamentos a gás, profissionais que atuam na distribuição de gases combustíveis, administradores de condomínios, bombeiros, agentes responsáveis pela regulação e fiscalização do sistema.

                Foram realizados nove seminários no ano passado, atraindo 1.213 participantes.  “O objetivo é divulgar a um público selecionado textos normativos de larga aplicação, tendo como beneficiários os consumidores finais dos gases combustíveis”, informa João Nery.

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.        
           

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC).

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O Comitê Brasileiro de Química reúne perto de 100 normas técnicas, algumas delas referenciadas em legislações nacionais.

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O ABNT/CB-010 é o Comitê Brasileiro de Química, que se caracteriza por tratar de Normalização no campo da química, compreendendo produtos orgânicos, produtos e preparados químicos diversos. A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) é a responsável pela Superintendência e Secretaria Técnica do Comitê, que tem 98 normas publicadas.

                O Comitê atua ativamente na revisão de normas e no desenvolvimento de outras, inéditas, que contribuam para inovação e padronização dos produtos químicos. “O Brasil, por meio do ABNT/CB-010, foi o segundo país no mundo a publicar uma norma de requisitos para poliureia”, informa a superintendente Camila Hubner Barcellos. Trata-se da ABNT NBR 16545:2016 - Revestimentos de alta espessura com sistemas de poliureia e híbridos de poliureia/poliuretano - Requisitos de desempenho.

                Algumas das normas técnicas elaboradas no âmbito do ABNT/CB-010 são referenciadas em legislações nacionais. É o caso da ABNT NBR 15784:2017 - Produtos químicos utilizados no tratamento de água para consumo humano — Efeitos à saúde — Requisitos, citada pela Portaria de Potabilidade de Água do Ministério da Saúde. A ABNT NBR 14725, que tem quatro partes e fornece informações de produtos químicos sobre segurança, saúde e meio ambiente, é  citada pela Norma Regulamentadora 26 do Ministério do Trabalho e, atualmente, é o único instrumento legal, no Brasil e na língua portuguesa, para a implementação do Sistema Globalmente Harmonizado para Classificação e Comunicação de Perigos (GHS) pelas empresas da cadeia química.

Tendência internacional

                 Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                

               

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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 Uma das mais importantes conquistas do Comitê Brasileiro de Couro, Calçados e Artefatos de Couro é a adesão dos curtumes às normas técnicas relacionadas à sustentabilidade.

 

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O Comitê Brasileiro de Couro, Calçados e Artefatos de Couro (ABNT/CB-011), por exemplo, responde pela Normalização no campo do couro, compreendendo a matéria-prima, como peles cruas e conservadas, e couros curtidos e acabados; no campo de calçados, compreendendo calçados de couro, laminado sintético, material têxtil e materiais poliméricos diversos; no campo de artefatos de couro, compreendendo, bolsas, cintos, carteiras, maletas, mochilas, niqueleiras e outros assemelhados.  

                Uma das conquistas comemoradas pelo Comitê é a adesão dos curtumes às normas técnicas que impactam na questão da sustentabilidade: ABNT NBR 16296:2014 - Couro — Princípios, critérios e indicadores para produção sustentável; e ABNT NBR 16297:2014 - Couro — Diretrizes para implementação da ABNT NBR 16296.

                 “O atendimento e a adequação aos procedimentos estabelecidos nas normas têm avançado, possibilitando a produção de couros com maior valor agregado e favorecendo as exportações do produto”, comenta o superintendente Valdir Soldi.

                O Instituto Brasileiro de Tecnologia do Couro, Calçado e Artefatos (IBTeC), sediado em Novo Hamburgo (RS), responde pela Secretaria Técnica do Comitê, que vem trabalhando em outro projeto importante, visando ao controle de substâncias químicas restritivas em calçados e componentes.

                 Soldi acredita que a criação de uma legislação de controle para o setor, no que diz respeito a substâncias restritivas, favorecerá muito a exportação de calçados e, ao mesmo tempo, possibilitará o controle de produtos não adequados que eventualmente entrem no país. “E a questão da sustentabilidade, novamente, aparece como fator preponderante”, ele ressalta.

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                   

             

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

Assessoria de Imprensa

Monalisa Zia
imprensa@abnt.org.br
11 3017.3660

O ABNT/CB-015 contribui para dar visibilidade internacional ao produto brasileiro.

 

                Em Assembleia Geral Extraordinária, realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi aprovada a reformulação do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), um passo importante para renovar a estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                O Comitê Brasileiro do Mobiliário (ABNT/CB-015) responde pela Normalização no campo do mobiliário compreendendo unidades móveis e embutidas e acessórios. Tem mais de 40 normas publicadas, que estabelecem requisitos para móveis para escritório e de uso doméstico, incluindo colchões, além de assentos para expectadores em diferentes ambientes.

                “O ABNT/CB-015 sempre teve extrema importância para o setor, sendo um grande catalisador para a inovação”, afirma o gestor Claudio Muzi. Nas normas técnicas, afinal, as indústrias de móveis encontram orientações para melhorar o desempenho de seus produtos e atender às exigências dos clientes.

                Resultado do trabalho das Comissões de Estudo, estabelecendo parâmetros e metodologias que possibilitam a oferta de produtos de valor agregado, o setor ganhou visibilidade internacional. “O mobiliário brasileiro, de fato, conquistou o seu valor”, comemora Muzi.

                De acordo com o gestor, o legado transmitido pelo Comitê à sociedade envolve aspectos do cotidiano da Normalização, desde de a preocupação com um bom acabamento até a segurança de assentos para eventos esportivos. Ele cita como exemplo a norma ABNT NBR 13962:2006 - Móveis para escritório - Cadeiras - Requisitos e métodos de ensaio, que deu um direcionamento ao mercado para oferecer conforto e segurança ao usuário. Da mesma forma, a ABNT NBR 15925:2011 - Móveis – Assentos plásticos para eventos esportivos possibilitou que se agregasse qualidade às arenas de entretenimento.

 

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

               Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                   

               

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

 

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Monalisa Zia
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Com suas normas técnicas, o Comitê conquistou um lugar na história da segurança viária do Brasil.

                A reforma do Estatuto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada no dia 6 de maio 1968, no Rio de Janeiro, foi um passo importante para renovação da estrutura da organização. Nasciam ali os primeiros 17 Comitês Brasileiros, que passaram a ser identificados pela sigla ABNT/CB seguida de um número.

                Nestes 50 anos, o Comitê Brasileiro de Transportes e Tráfego (ABNT/CB-016), tem buscado desempenhar seu papel como normalizador de produtos e serviços fornecidos por seu setor. Com sua Secretaria Técnica desempenhada pela Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC), o Comitê reúne renomados especialistas do segmento de transportes e tráfego, que compartilham seu conhecimento e experiência no mercado, resultando na publicação de 187 normas técnicas, das quais 98 encontram-se em vigor.

                Em 1984, o ABNT/CB-016 realizou seu primeiro evento, o Congresso Normat, que visava difundir a normalização e fomentar o desenvolvimento tecnológico setorial. Outras iniciativas desse tipo ocorreram, direcionadas para vários segmentos do setor.

                O superintendente Hélio Antonio Moreira comenta que o crescimento da abrangência técnica e da importância do trabalho normativo do Comitê foi tamanho, que suas normas foram referenciadas em algumas legislações. Estão entre elas o Decreto Federal nº 96044, de 1988, que aprovou o Regulamento para o Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos e suas instruções complementares, Resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e Portarias do Inmetro para o segmento de transporte, e o Código de Trânsito Brasileiro, de 1997, para o segmento de tráfego.

                Muitos outros órgãos públicos manifestaram seu reconhecimento à relevância da normalização do setor de transportes e tráfego, como comprovam referências em resoluções, portarias, regulamentos e manuais da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) e Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

                “Passamos, inclusive, a compor a Câmara Temática de Engenharia de Tráfego, da Sinalização e da Via do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), assim como a Comissão de Estudos e Prevenção de Acidentes no Transporte Rodoviário de Produtos Perigosos da Secretaria de Logística e Transportes do Estado de São Paulo”, ressalta o superintendente. Além disso, o Denatran, em sua Resolução nº 716, de 2017, que estabelece o Programa de Inspeção Técnica Veicular, faz referência às normas elaboradas pelo ABNT/CB-016.

                “Com o passar dos anos, os órgãos públicos começaram a utilizar as Normas Brasileiras e abdicaram de suas próprias”, afirma Moreira. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), órgão responsável pela malha rodoviária nacional, por exemplo, está lançando um grande programa de sinalização (BR Legal) e, em audiência pública, enfatizou a recomendação para que todos os materiais a serem empregados na sinalização e dispositivos auxiliares de segurança viária atendam às normas da ABNT.

                Para potencializar o seu trabalho, o Comitê adotou a normalização internacional, com a publicação da ABNT NBR ISO 39001:2015 - Sistemas de gestão da segurança viária (SV) - Requisitos com orientações para uso. O lançamento da norma ocorreu em Brasília, com a participação de representantes de 11 países (membros do ISO/TC-241), como instrumento de apoio à Década de Redução de Acidentes.

                “Poderíamos ainda listar tantos outros acontecimentos, conquistas e até mesmo curiosidades, afinal, são 50 anos de trabalho que, com certeza, conferem ao ABNT/CB-016 um lugar na história da segurança viária do nosso país, por melhorar as premissas de segurança e proteção da vida humana no trânsito e transporte”, conclui Moreira.

Tendência internacional

                Os Comitês Brasileiros assumiram, de acordo com o Estatuto de 1968, a função de órgãos de planejamento, coordenação e controle das atividades exercidas por um grupo de Comissões de Estudo relacionadas com determinado âmbito de normalização. A recomendação era que fossem instalados individualmente, “de modo a tirar o máximo de proveito de tal instalação em benefício da ação normalizadora em que todos estão empenhados”.

                Segundo o diretor técnico da ABNT, Eugenio Tolstoy De Simone, essa estruturação foi feita seguindo uma tendência internacional de se agrupar os trabalhos de normalização em setores importantes da economia. “A partir desse momento, a normalização brasileira foi apresentando um maior desenvolvimento, de modo que hoje a ABNT conta com mais de 200 Comitês Técnicos, que realizaram, em 2017, mais de 1000 reuniões, com mais de 11 mil participações”, ele afirma.

                Essa nova estrutura, como ressalta o diretor técnico, permitiu também uma atuação mais consistente e coordenada da ABNT nos Comitês Técnicos dos foros internacionais de normalização. Com o passar do tempo e como já se previa em 1968, alguns desses Comitês foram desdobrados, ou tiveram a denominação reformulada, outros entraram em recesso, mas a maioria prossegue oferecendo relevantes contribuições e reunindo conquistas que beneficiam toda a sociedade.                

               

Sobre a ABNT

A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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A ABNT NBR ISO/IEC 80079-20-2:2018 descreve métodos de ensaio de poeiras combustíveis.

            A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) publicou, em 17 de maio, a ABNT NBR ISO/IEC 80079-20-2:2018- Atmosferas explosivas - Parte 20-2: Características dos materiais - Métodos de ensaio de poeiras combustíveis, resultado de trabalho de Comissão de Estudo do Subcomitê de Atmosferas Explosivas (SC-31) do Comitê Brasileiro de Eletricidade (ABNT/CB-003).

            Esta Parte da série de normas ABNT NBR ISO/IEC 80079 descreve os métodos de ensaios e os procedimentos de consenso internacional para a identificação e características de poeiras combustíveis na forma de nuvem e de camadas, de forma a permitir a classificação de áreas onde tais materiais possam estar presentes. Esses procedimentos visam à adequada seleção e instalação de equipamentos elétricos e mecânicos “Ex” para utilização na presença de poeiras combustíveis.

            O coordenador do Subcomitê SC-31, Roberval Bulgarelli, da Petrobras, destaca entre as características das poeiras que são determinadas pelos procedimentos internacionais especificados nesta Norma: Temperatura mínima de ignição (MIT) de uma nuvem de poeira; Temperatura mínima de ignição (MIT) de uma camada de poeira; Energia mínima de ignição (MIE) de misturas poeira combustível com o ar; e Resistividade das poeiras combustíveis.

            Como exemplo dos elevados riscos e consequências de explosão de poeiras combustíveis, Bulgarelli cita o caso da grave explosão da refinaria de açúcar de cana ocorrido em 2008na empresa Imperial Sugar, nos Estados Unidos. “A existência de camadas de poeira combustível, representadas pelo açúcar, em conjunto com outros fatores, levou à ocorrência de grandes explosões, as quais causaram a morte de 14 pessoase ferimentos em cerca de outros 40 trabalhadores”, ele afirma.

            Entre os fatores que agravaram o acidente, verificaram-se espaços confinados nas esteiras transportadoras, falhas de procedimentos de manutençãoe de limpeza, falhas de equipamentos de processo (como travamento nos rolamentos das esteiras transportadoras) e falta de qualificaçãoe competências pessoais dos profissionais envolvidos. Todas as instalações foram destruídas naquele acidente, por efeito das explosões secundárias que ocorrem quando da ignição de poeiras combustíveis na forma de camada e de nuvem.

            Esta nova Norma Brasileira é uma adoção idêntica, em conteúdo técnico, estrutura e redação, à ISO/IEC 80079-20-2:2016, Ed. 1.0, que foi elaborada pelo Technical Committee Equipment for Explosive Atmospheres (IEC/TC 31), conforme ISO/IEC Guide 21-1:2005 (Regional or national adoption of International Standards and other International Deliverables -- Part 1: Adoption of International Standards) e ABNT Diretiva 3 (Adoção de documentos técnicos internacionais). Esta nova Norma cancelou e substituiu a ABNT NBR IEC 61241-2-3:2011 - Aparelhagem elétrica para utilização em presença de poeira combustível Parte 2: Métodos de ensaio - Seção 3: Método para determinação da energia mínima de ignição de misturas de poeira com o ar.

            A Comissão de Estudo CE 003:031.002 do Subcomitê SC-31, responsável pela elaboração e adoção da Norma Brasileira equivalente, acompanhou todas as etapas da ISO/IEC 80079-20-2, até a publicação. Profissionais das seguintes empresas participaram da Comissão: Bartec, Eaton/Crouse-Hinds/Blinda, Conaut, Dialight, DNV-GL, NCC Certificações do Brasil, Petrobras e WEG.

            Bulgarelli ressalta também que as Normas Brasileiras adotadas das Séries ABNT NBR IEC 60079 e ABNT NBR ISO/IEC 80079 elaboradas pelas Comissões de Estudo do Subcomitê SC-31 são idênticas, sem desvios técnicos nacionais em relação às respectivas normas internacionais da IEC, de acordo com requisitos especificados na ABNT Diretiva 3 – Adoção de documentos técnicos internacionais.

            “Seguindo a tendência e a convergência normativa mundial dos países membros da IEC, incluindo o Brasil, as Normas Técnicas nacionais que envolvem os processos de avaliação da conformidade de empresas de prestação de serviços “Ex”, de competências pessoais “Ex” e de equipamentos elétricos e mecânicos “Ex” são adotadas, idênticas às respectivas normas internacionais da IEC”, explica o coordenador.

            Esta política de normalização tem por objetivo harmonizar as Normas Nacionais com a Normalização internacional, de forma a padronizar os procedimentos de projeto, fabricação, ensaios, marcação, avaliação da conformidade, instalação, inspeção, manutenção, reparos, recuperação de equipamentos e competências pessoais “Ex”.

            De acordo com Bulgarelli, ações como estas contribuem para a integração dos fabricantes, laboratórios de ensaios, empresas usuárias, organismos de certificação de produtos e de pessoas e provedores de treinamentos brasileiros com o mercado e a comunidade internacional “Ex”, bem como para a elevação dos níveis de segurança, saúde, meio ambiente, avaliação de risco, ensaios, qualidade, desempenho, confiabilidade, procedimentos de execução de serviços e competências pessoaisrelacionados com as instalações nacionais “Ex”.

      Os dados resumidos da ABNT NBR ISO/IEC 80079-20-2 são apresentados no serviço ABNT Catálogo (http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=398255).


Sobre a ABNT

           A ABNT é o único Foro Nacional de Normalização, por reconhecimento da sociedade brasileira desde a sua fundação, em 28 de setembro de 1940, e confirmado pelo Governo Federal por meio de diversos instrumentos legais. É responsável pela elaboração das Normas Brasileiras (NBR), destinadas aos mais diversos setores. A ABNT participa da normalização regional na Associação Mercosul de Normalização (AMN) e na Comissão Pan-Americana de Normas Técnicas (Copant) e da normalização internacional na International Organization for Standardization (ISO) e na International Electrotechnical Commission (IEC). 

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Monalisa Zia

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